sábado, 30 de abril de 2011

Anastácia!




Recebi uma encomenda para pintar Anastácia e logo fui à internet para pesquisar sobre a bela escrava e sua triste história. O perfil que mais me agradou está no blog Marconegro.blogspot.com
Eis a história de Anastácia:

"O livro “Santo de Casa Também Faz Milagre: A Construção Simbólica da Escrava Anastácia” escrito pela Mônica Dias de Sousa, levanta uma hipótese do culto a Escrava Anastácia tenho sido criado na década de 70. Uma das descobertas é referente a imagem mais conhecida dela, que pode ser uma reprodução tirada do livro “Voyage Auour Du Munde”, escrito pelo pesquisador francês Etienne Arago, publicado nu século XIX.


Oficialmente a historia de Anastácia foi recuperada em 1968 na exposição sobre os 80 anos da Abolição da Escravatura, na Igreja do Rosário, cidade do Rio de Janeiro. A partir dali começou a devoção que hoje é estimada em 28 milhões de fiéis. Há inclusive um santuário da Santa Negra, no bairro Vaz Lobo.

A historia da Anastácia começa em 1740, quando um navio negreiro de nome Madalena, desembarca no porto do Rio de Janeiro, trazendo a bordo a princesa Delminda, oriunda de uma tribo bantu, da família do rei Galanga. Ele viria ser conhecido depois como Chico Rei – personagem da historia oficial de Minas Gerais, responsável pela alforria de seu povo através da extração de ouro.

Nesta mesma embarcação, juntos aos outros 112 pessoas escravizadas, Delminda foi exposta aos compradores de escravos, onde acabou comprada por mil réis pelo feitor Antonio Rodrigues Velho, representante de Joaquina Pompeu.

Porém, antes de entregá-la, ele a teria estuprado e engravidado. Por ser europeu e loiro, o feitor, seria o responsável pelos olhos azuis de Anastácia.

Anastácia nasce no dia 12 de maio de, 1741, considerada bonita desde pequena. Mas sua beleza acaba atraindo os desejos de Joaquim Antonio, filho de Dona Joaquina. A partir desse momento passa a ser assediada de várias formas, inclusive com oferta de dinheiro por sua virgindade.

Após sua recusa sistemática, Anastácia repete o destino da mãe – é violentada. Mas durante a violência sexual ela acaba ferindo o rosto do jovem.

Como castigo, Anastácia é obrigada a usar uma mascara, - a famosa descrita nas gravuras de Arago, sendo apenas retirada para que pudesse alimentar-se. Adoece por não não suportar o instrumento de martírio e a carga de trabalho. É ainda levada para o Rio de Janeiro para tratamento médico, mas morre mesmo assim. Seu corpo é enterrado na Igreja do Rosário.

Na Igreja não há registro oficial sobre o fato, mas há uma ocorrência de incêndio ainda no século XVIII, que segundo informações oficiais destruiu também toda documentação.

Verdade ou lenda o culto a Escrava Anastácia é forte em várias regiões brasileiras. Ela é referencia tanto a católicos quanto aos praticantes de religiões de matriz africana. O que é verdadeiro é a violência sexual que era submetiam as mulheres africanas, que é descrita por Gilberto Freyre no livro Casa Grande & Senzala.

Prece para se livrar dos inimigos visíveis e invisíveis


Ó virgem santa virgem santa Princesa Anastácia Vós que tendes nas mãos o poder dos milagres, Do bem, do amor e da caridade Fazei com que os meus inimigos Não tenham forças nas mãos para me atingir... Não tenham forças nos olhos para me verem... Não tenham forças nos pés para me alcançarem Bem aventrurada santa Anastácia Primeira e única princesa absoluta do cativeiro Eu vos peço pelo sofrimento que passates no cativeiro Livrai-me de dia e de noite dos meus possíveis inimigos Ocultos e declarados, visíveis e invisíveis Assim seja"
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