domingo, 23 de novembro de 2014

Um tempo fora do ar

Hoje fiz uma visita ao blog e logo percebi como o tempo passou desde a última publicação. Mas este está sendo um ano atípico: comecei uma formação em Constelações Familiares e, em especial, estou me dedicando à organização do casamento da minha filha. São muitos e pequenos detalhes que exigem cuidados, mas extremamente gratificante. Estou na fase de elaboração das lembrancinhas.
Logo postarei alguma coisa mais.
Por enquanto homenageio minha turma da formação em  Constelações Familiares sob a batuta de Ana da Fonte. Tem sido gratificante aprender e descobrir tantas histórias que integram e influenciam/influenciaram  minha história pessoal, o que sou e o que recebi da minha ancestralidade.




segunda-feira, 16 de junho de 2014

Agarradinhos

Os festejos juninos aqui no Nordeste do Brasil devem ser aproveitados desta maneira: agarradinhos para dançar muito forró. E pensando neste clima festeiro preparei este casalzinho para homenagear a época mais animada e agradável do nosso calendário.



Origem da Festa Junina (Fonte:http://www.suapesquisa.com/)
Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que esta festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.
De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal). Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.  
Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenasafro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.  
Festas Juninas no Nordeste 
Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.
Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas. 
Comidas típicas 
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bom-bocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais. 
Tradições 
As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.
No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.
Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.
Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

domingo, 8 de junho de 2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014

De volta

Olá amigos,

Voltando as minhas postagens - não o fazia desde o mês de março e lá se vão quase três meses! Dei um tempo para poder me dedicar a uma nova formação profissional: constelações sistêmicas e ainda para descanso e, claro, viagens.
Este ano promete, pois logo em janeiro de 2015 terei o casamento da minha filha e comecei a preparar os marcadores de mesa ( depois eu mostro como ficaram/ficarão - mas digo que serão muito lindinhos e feitos com o maior carinho, pois se gosto de trabalhos artesanais, imagina como serei dedicada à grande tarefa que me aguarda?!).
Bem, de volta e já com alguns trabalhos. Sim, quero agradecer aos amigos que por aqui passaram e deixaram comentários. Valeu.
Confiram.


Amei esta tela. Ela resultou das minhas primeiras caminhadas no universo das constelações sistêmicas e dei-lhe o nome de Ancestralidade. Que tal?

Mais uma das minhas "meninas utilizando cabaças (porongas) e complementos em biscuit

Esta ultima postagem foram caixinhas que preparei para uma amiga utilizando cartões com desenhos e pinturas da autoria dela. Fizeram o maior sucesso na livraria de sua propriedade.


domingo, 16 de março de 2014

Lampião e Maria Bonita

Um casal que mexe com o imaginário brasileiro e especificamente o nordestino. Desde criança ouvia as histórias de Lampião e Maria Bonita - contadas por minha mãe, que viveu muito tempo no interior do Nordeste. Lampião e seu bando espalhava medo por onde andavam, saqueavam, matavam - enfim eram um grupo em que, a simples menção da proximidade das cidades e das fazendas, instaurava o terror.
 Mas viraram lenda, mito...
Um pouco da história de quem foi o verdadeiro Lampião (Fonte: www.eunapolis.ifba.edu.br )

A HISTÓRIA DE LAMPIÃO, O "REI DO CANGAÇO"

Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião, nasceu em 7 de julho de 1897 na pequena fazenda dos seus pais em Vila Bela, atual município de Serra Talhada, no estado de Pernambuco. Era o terceiro filho de uma família de oito irmãos.

Lampião desde criança demonstrou-se excelente vaqueiro. Cuidava do gado bovino, trabalhava com artesanato de couro e conduzia tropas de burros para comercializar na região da caatinga, lugar muito quente, com poucas chuvas e vegetação rala e espinhosa, no alto sertão de Pernambuco (chama-se Sertão as regiões interiores e distantes do litoral, onde reinava a lei dos mais fortes, os ricos proprietários de terras, que detinham o poder econômico, político e policial). Em 1915, acusou um empregado do vizinho José Saturnino de roubar bodes de sua propriedade. Começou, então, uma rivalidade entre as duas famílias. Quatro anos depois, Virgulino e dois irmãos se tornaram bandidos. Matavam o gado do vizinho e assaltavam. Os irmãos Ferreira passaram a ser perseguidos pela polícia e fugiram da fazenda. A mãe de Virgulino morreu durante a fuga e, em seguida, num tiroteio, os policiais mataram seu pai. O jovem Virgulino jurou vingança.

Lampião formou o seu bando a princípio com dois irmãos, primos e amigos, cujos integrantes variavam entre 30 e 100 membros, e passou a atacar fazendas e pequenas cidades em cinco estados do Brasil, quase sempre a pé e às vezes montados a cavalo durante 20 anos, de 1918 a 1938.

Existem duas versões para o seu apelido. Dizem que, ao matar uma pessoa, o cano de seu rifle, em brasa, lembrava a luz de um lampião. Outros garantem que ele iluminou um ambiente com tiros para que um companheiro achasse um cigarro perdido no escuro. Seus atos de crueldade lhe valeram a alcunha de "Rei do Cangaço". Para matar os inimigos, enfiava longos punhais entre a clavícula e o pescoço. Seu bando seqüestrava crianças, botava fogo nas fazendas, exterminava rebanhos de gado, estuprava coletivamente, torturava, marcava o rosto de mulheres com ferro quente. Antes de fuzilar um de seus próprios homens, obrigou-o a comer um quilo de sal. Assassinou um prisioneiro na frente da mulher, que implorava perdão. Lampião arrancou olhos, cortou orelhas e línguas, sem a menor piedade. Perseguido, viu três de seus irmãos morrerem em combate e foi ferido seis vezes.Em 1929, conheceu Maria Déa, a Maria Bonita, a linda mulher de um sapateiro chamado José Neném. Ela tinha 19 anos e se disse apaixonada pelo cangaceiro há muito tempo. Pediu para acompanhá-lo. Lampião concordou. Ela enrolou seu colchão e acenou um adeus para o incrédulo marido. Levou sete tiros e perdeu o olho direito.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Revisitando antigos trabalhos

Enquanto não retomo minhas atividades de criação - Janeiro/ Fevereiro são meses "malemolentes", a gente vai dando um tempo para o natural recomeço. E cá estou eu revisitando antigos trabalhos para me inspirar e, quem sabe?, recomeçar com a a pinturas em telas...