"Criar é, basicamente, formar. É poder dar uma forma a algo novo. Em qualquer que seja o campo de atividade, trata-se, nesse "novo", de novas coerências que se estabelecem para a mente humana, fenômenos relacionados de modo novo e compreendidos em termos novos. O ato criador abrange, portanto, a capacidade de compreender; e esta, por sua vez, a de relacionar, ordenar, configurar, significar" (Fayga Ostrower)
sábado, 7 de maio de 2011
Feliz dia das Mães!
Resgatei um trabalho antigo - a abelhinha e sua filhota - para homenagear todas as mães: as amigas, as mais chegadas, as que não vejo faz tempo, as mamães de primeira viagem, as mamães que ainda estão na fase de espera, as mamães de ontem, hoje e amanhã. Um abraço especial para todas as que visitam este blog e contribuem para melhorar meu trabalho.
Minha mãe já não mais habita este plano, mas sempre estou com ela e cada dia mais encontro na minha fisionomia, que se transforma pela ação do tempo, traços dela - o que comprova a afirmação que encontrei registrada num dos muitos livros que li: "uma filha contem uma mãe e uma filha.." E assim a vida segue.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Amei esta dama!
Ai que delícia de caixinha tão bonitinha. Gosto das damas antigas, pois são tão charmosas e coquetes em seus vestidos longos e rendados. Comportam certa nostalgia e um romantismo singular.
Não sou dada a saudosismos do tipo: ah! este ou aquele era um tempo bom... Creio que a vida segue em seus ciclos e que devemos buscar a nossa melhoria com eles. O que ora vemos é um total desprezo pela vida humana... Mas isso aqui é outro assunto.
A técnica é patchwork embutido. A caixinha foi forrada com um tecido estampado de figuras humanas; na tampa coloquei uma espécie de "camafeu".
Bem, apreciem a dama que está!
Não sou dada a saudosismos do tipo: ah! este ou aquele era um tempo bom... Creio que a vida segue em seus ciclos e que devemos buscar a nossa melhoria com eles. O que ora vemos é um total desprezo pela vida humana... Mas isso aqui é outro assunto.
A técnica é patchwork embutido. A caixinha foi forrada com um tecido estampado de figuras humanas; na tampa coloquei uma espécie de "camafeu".
Bem, apreciem a dama que está!
terça-feira, 3 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
Anastácia!
Recebi uma encomenda para pintar Anastácia e logo fui à internet para pesquisar sobre a bela escrava e sua triste história. O perfil que mais me agradou está no blog Marconegro.blogspot.com
Eis a história de Anastácia:
"O livro “Santo de Casa Também Faz Milagre: A Construção Simbólica da Escrava Anastácia” escrito pela Mônica Dias de Sousa, levanta uma hipótese do culto a Escrava Anastácia tenho sido criado na década de 70. Uma das descobertas é referente a imagem mais conhecida dela, que pode ser uma reprodução tirada do livro “Voyage Auour Du Munde”, escrito pelo pesquisador francês Etienne Arago, publicado nu século XIX.
Oficialmente a historia de Anastácia foi recuperada em 1968 na exposição sobre os 80 anos da Abolição da Escravatura, na Igreja do Rosário, cidade do Rio de Janeiro. A partir dali começou a devoção que hoje é estimada em 28 milhões de fiéis. Há inclusive um santuário da Santa Negra, no bairro Vaz Lobo.
A historia da Anastácia começa em 1740, quando um navio negreiro de nome Madalena, desembarca no porto do Rio de Janeiro, trazendo a bordo a princesa Delminda, oriunda de uma tribo bantu, da família do rei Galanga. Ele viria ser conhecido depois como Chico Rei – personagem da historia oficial de Minas Gerais, responsável pela alforria de seu povo através da extração de ouro.
Nesta mesma embarcação, juntos aos outros 112 pessoas escravizadas, Delminda foi exposta aos compradores de escravos, onde acabou comprada por mil réis pelo feitor Antonio Rodrigues Velho, representante de Joaquina Pompeu.
Porém, antes de entregá-la, ele a teria estuprado e engravidado. Por ser europeu e loiro, o feitor, seria o responsável pelos olhos azuis de Anastácia.
Anastácia nasce no dia 12 de maio de, 1741, considerada bonita desde pequena. Mas sua beleza acaba atraindo os desejos de Joaquim Antonio, filho de Dona Joaquina. A partir desse momento passa a ser assediada de várias formas, inclusive com oferta de dinheiro por sua virgindade.
Após sua recusa sistemática, Anastácia repete o destino da mãe – é violentada. Mas durante a violência sexual ela acaba ferindo o rosto do jovem.
Como castigo, Anastácia é obrigada a usar uma mascara, - a famosa descrita nas gravuras de Arago, sendo apenas retirada para que pudesse alimentar-se. Adoece por não não suportar o instrumento de martírio e a carga de trabalho. É ainda levada para o Rio de Janeiro para tratamento médico, mas morre mesmo assim. Seu corpo é enterrado na Igreja do Rosário.
Na Igreja não há registro oficial sobre o fato, mas há uma ocorrência de incêndio ainda no século XVIII, que segundo informações oficiais destruiu também toda documentação.
Verdade ou lenda o culto a Escrava Anastácia é forte em várias regiões brasileiras. Ela é referencia tanto a católicos quanto aos praticantes de religiões de matriz africana. O que é verdadeiro é a violência sexual que era submetiam as mulheres africanas, que é descrita por Gilberto Freyre no livro Casa Grande & Senzala.
Prece para se livrar dos inimigos visíveis e invisíveis
Ó virgem santa virgem santa Princesa Anastácia Vós que tendes nas mãos o poder dos milagres, Do bem, do amor e da caridade Fazei com que os meus inimigos Não tenham forças nas mãos para me atingir... Não tenham forças nos olhos para me verem... Não tenham forças nos pés para me alcançarem Bem aventrurada santa Anastácia Primeira e única princesa absoluta do cativeiro Eu vos peço pelo sofrimento que passates no cativeiro Livrai-me de dia e de noite dos meus possíveis inimigos Ocultos e declarados, visíveis e invisíveis Assim seja"
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A força e a graça das Senhoras...
Uma nova Santinha! Nesta aqui mudei as cores tradicionalmente usadas e fiz um manto adornado de flores douradas. Que tal?
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