Trabalhos com cabaças ( porongo) sempre surpreendem! Se você considerar a forma como as adquirimos - consequência do como são armazenadas ( pelo menos nos locais em que as compro) - nunca se pode imaginar que delas sairão peças decorativas e outras ideias que a liberdade de criação oferece.
Lembrei de tudo isso ao resgatar esta peça, pois a cabaça ( porongo) que a originou era tão feiinha, manchada, mofada... e o trabalho dela decorrente "enche a vista" ( pelo menos a minha), pela singeleza que a define.
Aqui, para apreciação dos meus queridos visitantes, mais uma destas peças. Para mim são como "filhos", com luz própria e que cumprirão seu destino e função no mundo. No momento estou em processo de criação de outras peças: Santinhas, São Francisco e uma bailarina - encomendadas há um tempo, mas que só agora consegui cabaças que chamaram minha atenção e instigaram a imaginação para novos trabalhos nessa linha. O interessante é que cada uma delas adquire personalidade própria, pois se você fizer um levantamento de tais peças aqui neste blog, nenhuma consegue ser igual a outra - a expressão e as características faciais são "pessoais e intransferíveis". Engraçado, não é mesmo?